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Conselho Estadual de Cultura

26/07/2017 09:00

Conselheiros buscam fortalecer sociedade civil na definição de políticas de Cultura

Como os conselhos de cultura podem reforçar a articulação, a formação de redes, os canais de comunicação e a continuidade de ações e encaminhamentos? Estes foram alguns dos temas que pautaram os debates do primeiro dia de reunião do IV Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia.

Coordenado pelo Conselho Estadual de Cultura da Bahia (CEC), o Fórum se encerra esta noite em Feira de Santana e tem a ambição de estreitar vínculos, socializar experiências e conhecimentos e definir compromissos entre os diversos conselheiros envolvidos na construção, com protagonismo da participação popular, das políticas públicas culturais.

A reunião dos conselheiros no Fórum ocorre dentro da programação do IV Encontro de Política e Gestão Culturais da Bahia, que conta ainda com a realização de outros cinco fóruns, quer dinamizar a sinergia entre os conselheiros, dirigentes, legisladores, gestores e agentes de cultura no Estado.

Para Mateus Dantas, presidente do conselho de cultura municipal de Catu do território de identidade do Litoral Norte e Agreste Baiano, o processo de participação ainda tem um longo caminho pela frente e encontros como o Fórum colaboram nesta trilha.

“Penso que no Brasil, de modo geral, ainda não temos uma mobilização forte da sociedade civil. O próprio processo de fortalecimento dos conselhos é algo recente. É comum que o gestor designe os próprios conselheiros. Nesse sentido, um evento como esse é muito importante porque é um momento de troca com as diversas experiências, tanto as negativas como as positivas, para que cada conselho faça uma avaliação e ajustes de seus rumos. Mas o mais importante é que este diálogo que aqui é travado tenha um desenvolvimento por via de canais de comunicação fortalecidos” defendeu Dantas.

Segundo Bruna Bessa, conselheira de cultura da cidade de Conceição do Coité do território de identidade do Sisal, o Fórum é uma oportunidade privilegiada para estabelecimento do diálogo, mas é necessário avançar. “É preciso dar encaminhamentos às demandas e propostas que aqui surgem de modo a melhorarmos as atuações dos conselhos. Temos que alinhar, por exemplo, os conselhos de cultura municipais com o Conselho Estadual de Cultura”, afirmou.

Vice-presidente do CEC, Ana Vaneska acredita que algumas questões que se debatem poderão ser trabalhadas com base no escopo do que foi debatido no III Fórum.

“Nós temos a vantagem de partir da reflexão do encontro passado e certamente os eixos de comunicação, articulação, mobilização e orçamento já poderão ser tratados em outro patamar. Evidentemente que tem que ser levado em conta que há sempre gente nova se iniciando nesse processo. E há ainda a dificuldade de se fortalecer a experiência no âmbito municipal dentro do sistema de cultura como um todo. Muita gente ainda se vê isolada. Mas a sociedade civil está se mobilizando cada vez mais e procurando afirmar sua posição crítica na relação com o Estado” declarou Vaneska.

RELATORIA DO FÓRUM

Uma relatório mais detalhado dos pontos abordados, debatidos e acordados durante o IV Fórum de Conselheiros de Cultura da Bahia será aqui divulgada dentro em breve.
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