Conselho Estadual de Cultura

25/01/2018 09:50

CEC participa de reunião sobre processo de registro imaterial das Cheganças da Bahia

De modo a colaborar e acompanhar o processo de registro especial de bem imaterial das festas de Cheganças na Bahia (marujadas), a vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura, Ana Vaneska, participou na tarde desta terça-feira, 23, de reunião com o diretor do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), João Carlos Oliveira e representante da Chegança Marujos Fragata Brasileira do município de Saubara, Rosildo do Rosário, também coordenador do Encontro de Cheganças da Bahia que acontece anualmente em Saubara desde 2013. [Confira mais aqui].

Na reunião foi debatido tanto o dossiê que o IPAC vem preparando para oferecer elementos para o futuro parecer e decisão do CEC quanto à concessão do registro especial de bem imaterial da Bahia às festas de cheganças do Estado, quanto à execução de um projeto contemplado por edital do Fundo de Cultura da Bahia e proposto pela chegança de Saubara com o intuito de fazer um mapeamento e registro das marujadas em outras localidades baianas.

“O registro especial definitivo [já há um registro provisório concedido pelo IPAC] de bem imaterial das festas de Cheganças na Bahia é um processo complexo já que se trata de uma manifestação que se desenvolve não numa única localidade, mas em diversas cidades e comunidades. Nesse sentido compreendemos as dificuldades do IPAC. O projeto proposto por nossa Chegança, que foi contemplado em edital, vem inclusive ao encontro desta tarefa”, explica Rosildo.

Um ponto bastante discutido durante a reunião, que contou ainda com a presença de técnicos do IPAC, membros e parceiros da equipe coordenada por Rosildo, foi justamente sobre a possibilidade de uso do material que virá a ser produzido por esta pesquisa como subsídio para o dossiê do IPAC.

“É necessário alinhar bem o produto desta pesquisa contemplado pelo edital, com os aspectos técnicos dos dossiês preparados pelo IPAC de modo que ela possa oferecer subsídios a este dossiê”, destacou uma das parceiras da pesquisa, a professora e Pró-Reitora da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, Rita Dias.

Para João Carlos Oliveira, o projeto conduzido por Rosildo é um exemplo importante. “Para nós é importante que seja bem sucedida a experiência da pesquisa, inventário e registro dessas manifestações por via de um projeto que foi contemplado na política de editais do Fundo de Cultura. É um modo inclusive de fortalecer nossos dossiês em casos como esse, onde a manifestação cultural em questão é compartilhada por vários municípios baianos”, defendeu Oliveira.

Durante a reunião foi debatido ainda a necessidade de expansão da pesquisa inicial no projeto contemplado por edital, uma vez que novos grupos de Cheganças foram descobertos e demonstraram interesse em participar do processo. São 27 grupos - sendo 16 em atividade - em 24 localidades distintas. Contudo, o IPAC sinalizou que não teria como contemplar o projeto com mais recursos no prazo em que ele precisa ser realizado e entregue, se comprometendo por outro lado em apoiar o quanto possível, de outras formas, a ampliação da pesquisa inicial.

Nesse sentido a vice-presidente do CEC, Ana Vaneska, destacou a necessidade de uma maior integração com os poderes públicos municipais. “É preciso que as prefeituras também venham a somar neste processo. Não apenas num esforço de cada uma delas, mas além disso, se consorciando para oferecer um suporte que ofereça as condições de fortalecer e defender estas manifestações”, disse. 

Uma nova reunião entre a equipe do IPAC e membros da pesquisa proposta e coordenada pela Chegança de Saubara ficou agenda para a manhã da próxima terça-feira, 30. 
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