Conselho Estadual de Cultura

18/12/2018 10:50

CEC representado no I Fórum de Culturas Populares e Identitárias de Itacaré

Conselheiros Estaduais de Cultura prestigiaram neste fim de semana, 15 e 16 de dezembro, o I Fórum de Culturas Populares e Identitárias de Itacaré que ocorreu em concomitância com o Fórum de Agentes Empreendedores e Gestores Culturais do Território do Litoral Sul.  

O encontro teve o objetivo de fomentar o debate e encaminhamentos sobre direitos culturais e comunidades tradicionais. Durante todo o evento, foram abordadas questões pertinentes a estas comunidades de saberes e fazeres tradicionais com a participação das comunidades, de agentes culturais, representantes de órgãos públicos, pesquisadores, entre outros interessados.  

Para a conselheira estadual Bruna Setenta, o Fórum oportunizou uma reflexão privilegiada “sobre quem são de fato os verdadeiros mensageiros da cultura” e destacou as tentativas de descaracterização dos povos tradicionais. 

“Estes povos tem um modo peculiar de vida, por se relacionarem com os elementos que o cercam de uma forma diferenciada, é preciso se acercar com mais correção de seus conceitos para conseguiremos efetivar uma cidadania que de fato os contemple”, pontuou Bruna Setenta. 

Para a vice-presidente do CEC, Ana Vaneska, a participação de representantes Tupinambás foi relevante para suscitar o debate sobre a resistência dos povos originários. 

“Para eles está muito nítido que a resistência que precisam empreender está além de qualquer relação a ser estabelecida com o Estado. O direito cultural para estes povos diz respeito ao próprio direito a vida. Nesse sentido, a terra é questão privilegiada porque não é apenas um meio de sobrevivência, mas o elemento basilar de como se reconhecem, eles se veem e se declaram como a própria terra”, ressaltou Vaneska.  

Para o presidente do CEC, Emílio Tapioca, foi uma programação intensa, significativa e repleta de conteúdos. “Estes conteúdos puderam demonstrar a força e o comprometimento da diversidade das matrizes culturais locais e territoriais, especialmente neste cenário de desconstrução das instituições e instrumentos de valorização da Cultura em todo país”, declarou Tapioca. 

O encontro se encerrou com o cortejo do grupo de maracatu da localidade de Serra Grande, seguido da apresentação de uma manifestação local conhecida como “Bicho Caçador”, uma tradição da comunidade cultural do Porto de Trás que conta com a colaboração da Casa de Bonecos (ambos pontos de cultura), além de um ato político cultural promovido por grupos de capoeira numa área da cidade de onde se viram privados de exercer suas atividades.
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