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Conselho Estadual de Cultura

13/02/2019 14:20

Publicado decreto que reconhece Cheganças como patrimônio imaterial da Bahia

O Governo da Bahia publicou, nesta terça-feira (12), o decreto que reconhece as manifestações das Cheganças, Marujadas e Embaixadas como patrimônio cultural imaterial do estado. O registro no Livro Especial de Expressões Lúdicas e Artísticas foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Estadual de Cultura em novembro do ano passado. 
 
As Cheganças, Marujadas e Embaixadas são apresentações lúdicas caracterizadas por encenações dramáticas de cunho popular e marcadas por elementos religiosos. O nome Cheganças, Marujada ou Embaixada varia de localidade para localidade. Na Bahia, são 21 grupos inventariados, em 16 comunidades dos territórios de identidade Extremo sul, Região Metropolitana de Salvador, Piemonte da Diamantina, Baixo Sul, Chapada, Velho Chico, Recôncavo Baiano e Sertão de São Francisco. Por meio de representações dramáticas, com recursos de cantos e danças, os grupos retratam o universo das navegações coloniais, lutas, vida dos marujos, entre outros temas. 

O parecer pela concessão do registro foi elaborado pela conselheira de cultura Suely Melo e chancelado pela unanimidade do Conselho. No parecer, Suley assinala que as manifestações "se apresentam ao público contando a sua história através das músicas, é a música cantada que discorre sobre a saga dos Cristãos contra os Mouros, contando as invasões e as batalhas travadas, transmitindo esse saber a todos. Nos preparativos da data-mor, ligada às festas dos Padroeiros das Cidades, os participantes envolvidos nas atividades enfeitam as igrejas e a cidade para a apresentação das ?Marujadas? que se tornam o ponto alto dos festejos. Ao final saem em procissão, arrastando uma multidão de fieis e curiosos, cada uma com sua peculiaridade".  

Rosildo do Rosário, um dos coordenadores da Associação Cheganças dos Marujos Fragata Brasileira de Saubara - que foi autora do processo de pedido junto ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) - e um dos principais artífices da realização do Encontro de Cheganças da Bahia realizado na cidade de Saubara, destacou a importância da concessão. "O decreto é um marco importante. Agora, vamos construir um consistente plano de salvaguardar e envolver jovens, crianças, adultos em prol da preservação desse importante bem cultural", disse.  

Para o presidente do CEC, Emílio Tapioca, o registro especial premia o trabalho de valorização de uma importante herança cultural. "Estes grupos populares desenvolvem, nas mais diferentes cidades, um destacável trabalho social valorizando a riqueza de elementos étnicos e identitários por via destas manifestações", disse Tapioca.
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