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Conselho Estadual de Cultura

16/04/2018 11:00

Novos conselheiros têm boas expectativas para atividades do CEC neste ano

Os novos conselheiros de cultura da Bahia demonstraram entusiasmo com as perspectivas de debates e avanços na elaboração e consolidação de proposições e colaborações com as políticas públicas na área. Empossados em março, eles participaram nesta quinta-feira, 12, das primeiras plenárias do CEC em 2018. 

Eleito conselheiro como representante do território do Sudoeste Baiano, Gilmar Dantas considerou que as plenárias revelaram bastante disposição para o debate e que pretende atuar no fortalecimento das pautas dos territórios.

“É um conselho quente, em que há muito debates e discussões. É um momento novo para o Conselho com a entrada dos 10 novos conselheiros. Acredito que a pauta da territorialização da cultura virá mais forte neste novo momento. Sinto desde já que há uma tendência de união, entre os novos conselheiros representantes de território e aqueles que aqui já estavam, em torno deste tema e de modo a retomar a força desta pauta nas políticas públicas de cultura no Estado. O tema da ausência hoje de representantes territoriais de cultura em diversos territórios de identidade foi levantado e outros tópicos serão suscitados”, comentou.

Já Nilo Trindade, conselheiro eleito pelo segmento de associações culturais, ao tempo em que demonstrou apreciar o debate democrático que marcou as reuniões desta quinta, defendeu maior pragmatismo.

“Acredito que os conselheiros precisam readequar sua linguagem, precisam abordar os temas de um modo mais popular e claro. Nós estamos aqui para desenvolver um trabalho que contribua e fortaleça com a Cultura em toda a Bahia e não devemos nos perder em debates inconclusivos” disse Trindade.

Representando o segmento de formação cultural, a conselheira Suely Melo avaliou que é necessário ajustar o planejamento ao orçamento do CEC. 

“É necessário corrigir alguns percalços de modo a tornar mais fluída as reuniões, nesse sentido acredito que é importante munir os conselheiros de materiais e informações com antecedência, principalmente informações relativas ao orçamento do CEC, porque para programar atividades é necessário conhecer bem esta situação. Espero poder contribuir no tocante a estes e outros aspectos porque o Conselho cumpre um papel importante na defesa do processo participativo de construção das políticas públicas de Cultura”, defendeu Melo.

PLENÁRIAS
Na plenária da manhã, situando suas trajetórias e perspectivas de trabalho, os conselheiros se apresentaram entre si; a mesa diretora - Emílio Tapioca e Ana Vaneska, presidente e vice-presidente respectivamente - fez uma retrospectiva das atividades de 2017, além de apresentar algumas informações sobre o funcionamento do CEC e formam transmitidos vários informes entre os conselheiros.

O conselheiro Zulu Araujo, também diretor da fundação Pedro Calmon, apresentou resultados já alcançados pelo projeto de resgate de memória e comemoração dos “220 anos da Revolta dos Búzios” (mais aqui). Zulu destacou as atividades desenvolvidas durante o carnaval de Salvador neste ano, como a decoração que recordava o tema no Centro Histórico (Pelourinho) e os trabalhos da comissão criada para liderar outras iniciativas. 

“Instituída por componentes da sociedade civil, com participação do CEC, como de fundações governamentais, a comissão já realizou duas reuniões para o desenvolvimento de medidas com o intuito de difundir a verdadeira história da Revolta dos Búzios, que muitos conhecem por outros nomes como “Revolta dos Alfaiates” ou “Conjuração Baiana”. Muito pouco disso é encontrado nos livros didáticos, menos ainda o protagonismo dos negros e o ineditismo àquela época da defesa no Brasil dos valores da igualdade, liberdade e fraternidade”, disse.

Presente nas plenárias, a chefe de gabinete da secretaria de Cultura, Cristiane Taquari, comentou sobre a possibilidade de transferência de sede do Conselho.  

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“É consenso, na atual gestão da secretaria, que o conselho precisa ter um espaço para melhor acomodação dos conselheiros, para manter as atividades, desde a galeria como a plenária, entre outras. Então estamos analisando as duas possibilidades, a de uma reforma mais estrutural, como a de um reposicionamento em outro espaço, já que sabemos que não é possível seguir assim indefinidamente. Além disso, traremos o resultado desta avaliação para o conhecimento do Conselho antes de definir por qualquer ação”, assinalou Taquari.

O conselheiro Fernando Teixeira comunicou sobre o convite que do Colegiado Territorial de Identidade da Religião Metropolitana de Salvador (CODETER), para que o CEC pudesse indicar um nome que integrasse a composição do Colegiado da RMS. Fernando se colocou a disposição do CEC para fazer esta representação o que foi aprovado pelo conjunto dos conselheiros.

Já o conselheiro Kuka Matos solicitou a necessidade de divulgação do relatório sobre o processo eleitoral que elegeu os 20 novos conselheiros estaduais de cultura pela Comissão Eleitoral que esteve a frente da realização do pleito. Já o conselheiro Carlos Silva comentou sobre as iniciativas e as campanhas que vêm sendo desenvolvidas para mobilizar a sociedade baiana em torno da volta da “Pedra de Bendegó” para Bahia. 

Na plenária da tarde foi apresentado o relatório com as atividades desenvolvidas pelo CEC durante o Fórum Social Mundial em março (o relatório, em breve, estará disponível aqui) e debatido um plano de gestão e atividades para o CEC em 2018. Após amplo debate, foi deliberada pela criação e instituição de uma Comissão Temporária que irá elaborar uma proposta de agenda para o ano ser discutida e aprovada pelos conselheiros na próxima plenária no dia 17 de maio.

O conselheiro Márcio Ângelo Ribeiro ressaltou que o CEC deve se focar em atividades propositivas. “O objetivo do CEC é propor, é discutir, é fiscalizar, é dialogar com o Estado. Precisamos debater aqui o orçamento de cultura do governo. Debater a política territorial nos municípios.”, disse. 

Além disso, a conselheira Nide Nobre trouxe uma carta elaborada por profissionais da arte em repúdio ao descaso com os artistas brasileiros. A carta está sendo compartilhada para despertar a atenção quanto à discussão que está na pauta do Supremo Tribunal Federal sobre mudanças no que concerne a regulamentação profissional dos artistas. Um grupo expressivo de artistas tem se manifestado contra as mudanças. Os conselheiros deliberaram por examinar melhor o tópico antes de deliberarem conjuntamente por uma posição. 
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