Conselho Estadual de Cultura

13/06/2018 13:40

Fórum de Cultura narra suas experiências e divulga encontro em Brejões

Como parte do projeto “Fala Sociedade” promovido pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC), os coordenadores do Fórum de Cultura da Bahia, Helder Bonfim e Cristina Gonçalves, participaram da sessão plenária na última quinta-feira, 7, discorrendo sobre as características e as recentes atividades do grupo.  

Criado em 2011, o Fórum se coloca como espaço democrático de articulação para discussão, reflexão e controle social das políticas públicas de cultura do Estado da Bahia e se constitui como uma rede de agentes culturais, gestores, lideranças comunitárias e artistas. Entre seus princípios estão a transparência, a diversidade cultural, a participação social, a acessibilidade irrestrita e o desenvolvimento territorial da cultura baiana.

“O Fórum tem o objetivo de percorrer os 27 territórios de identidade da Bahia e já cumprimos com pouco mais da metade desta meta. Sem fazer uso dos instrumentos de fomento do Estado, o Fórum busca construir uma forma organizativa que seja possível mobilizar as pessoas e levar as discussões sobre políticas culturais para espaços abrangentes. Com suas diferenças, o Fórum e o Conselho caminham numa mesma direção, um objetivo comum”, declarou Bonfim.

Bonfim destacou ainda o tema da sustentabilidade econômica do Fórum. “Compreendemos que, para além debater de onde retirar recursos para nossa própria sobrevivência e desenvolvimento, era necessário focar na produção de tecnologias sociais capazes de gerar renda para esta sustentabilidade. O Fórum criou um Fundo colaborativo e procuramos transferir esta experiência na oficina ‘Finanças Solidárias para Grupos Culturais’ que oferecemos em nossos encontros”, acrescentou. 

Para a vice-presidente do Conselho, Ana Vaneska, o Fórum tem levantado temas fundamentais. “Tratar de sustentabilidade e da criação de tecnologias sociais, por exemplo, significa construir o presente e o futuro das organizações partir de uma lógica cujo pilar seja a capacidade criativa e colaborativa entre as pessoas”, disse. 

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BREJÕES
Anteriormente prevista para o dia 9 e 10 de junho, a próxima edição do Fórum acontece nos dias 16 e 17 de junho no município de Brejões, no território de identidade do Vale do Jiquiriçá. O evento pretende reunir representantes da sociedade civil e do poder público não apenas para debater políticas públicas culturais, como também celebrar a inauguração do centro de cultura e cidadania “Casa do Brejo”. O local será um espaço dedicado para programação cultural, com atividades de formação permanente, venda de artesanato, exposições e biblioteca comunitária. 

“Na realização desses encontros, o Fórum de Cultura tem revelado o protagonismo de diversos agentes culturais representativos da sociedade. A capacidade de sua organização colaborativa, promovendo debates, oficinas e apresentações entre entidades parceiras e agentes, demonstram a pujança da diversidade cultural dos territórios de identidade da Bahia”, disse o presidente do CEC, Emílio Tapioca.

O evento iniciará no sábado, 16, às 8h30 com o Cortejo Cultura Viva, que por sua vez terá como ponto de concentração o Anfiteatro da Praça Amozinho, com um circuito performático se estende até a feira de Brejões. Na sequencia, a partir das 14h, ocorrerá a solenidade de inauguração da Casa do Brejo com uma mesa intitulada “Cultura, meu patrimônio!” que deve contar com a presença do presidente do CEC. Para encerrar o primeiro dia de encontro, às 16h, será celebrada a Ocupação Cultural da Casa do Brejo, com recital de poesias, apresentações teatrais e musicais.

No domingo (17/06), a partir das 8h, irá ocorrer a quinta edição do Projeto Jereré – ciclo de formação e qualificação em cultura. Para finalizar a programação, a partir das 10h, ocorrerá uma plenária de mestres e mestras dos saberes. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário eletrônico (aqui). 

COMISSÕES DO CEC
Ainda na quinta-feira, 7, foi instalada e iniciaram-se as atividades da Comissão de Políticas Territoriais, que deverá se debruçar sobre o diagnóstico e propostas de fortalecimento da territorialização dos instrumentos de incentivo e fomento das atividades e práticas culturais. A comissão está formada pelos conselheiros Fábio Mendes, Gilmar Dantas, Gilmar Teles, Luciano Rocha e Márcio Ribeiro e conta ainda com a colaboração da conselheira e diretora da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), Renata Dias, além da assessoria de Josefa Eliana Silva.

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Já a Comissão de Leis Normas, que irá examinar e propor revisões e alterações do regimento interno e outros documentos regulatórios do CEC, além de apreciar uma minuta que vem sendo construída por fóruns e segmentos culturais para a instituição de uma Lei Cultura Viva em âmbito estadual e a análise do Marco Regulatório da Bahia nas parcerias entre a Administração Pública e as Organizações da Sociedade Civil (MROSC), foi instalada e principiou seus trabalhos na manhã da sexta-feira,8. A Comissão é constituída pelo presidente do Conselho, Emílio Tapioca, e os conselheiros Aurélio Schommer, Neimar Santos, Silvio Portugal e Suely Melo e tem como secretária Magnólia Chaves.
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