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Conselho Estadual de Cultura

14/06/2018 14:20

Audiência no Vila Velha reflete situação e rumos do teatro

O palco principal do teatro Vila Velha serviu de espaço para audiência pública  “O Vila reage e se reinventa”  que reuniu artistas, gestores, políticos e produtores culturais num debate, nesta quarta-feira, 13, tanto sobre as dificuldades que os teatros vem enfrentado, assim como o segmento cultural em geral. Representando a mesa diretora do Conselho Estadual de Cultura, que não pôde se fazer presente motivos de agenda, o conselheiro Fernando Teixeira, esteve presente no encontro. 

O evento se deu no contexto de comemoração dos 54 anos da casa que é marcada pela convergência de diferentes criadores e linguagens artísticas, pela formação de atores e profissionais de teatro, além de se manter aberta na promoção de debates culturais, políticos e sociais.

De acordo com o diretor artístico do Vila Velha, Márcio Meirelles, os problemas que o Vila enfrenta são comuns aos demais teatros e estão relacionados à formação de plateia, a mediação cultural, e questões transversais como mobilidade urbana, segurança, mas principalmente à ausência de orçamento para políticas públicas dirigidas à cultura. 

“Financiar cultura não é algo a fundo perdido, é investir em desenvolvimento. A forma de avaliar o retorno da cultura não é simplesmente financeira, não é somente pensar quanto se gasta, quanto se arrecada, ou quantos empregos geram, é sobre o desenvolvimento humano das pessoas e da sociedade”, afirmou Meirelles.

Para o conselheiro Fernando Teixeira, o CEC deve se colocar como parceiro do contínuo processo de reinvenção do Vila.

“O Vila nasce num movimento de contestação, de resistência e reação a um momento que marca a história do país. Ele segue se afirmando como uma entidade marcante na cultura baiana, formando artistas e se reinventando enquanto espaço desde sua origem. O Conselho de Cultura do Estado não tem como deixar de se colocar como parceiro e apoiador desta casa”, disse Teixeira.

Teixeira aproveitou para convidar o diretor Márcio Meireles a palestrar sobre o tema da audiência na plenária de julho do CEC.

Se considerando um dos “filhos” do Vila, o diretor e ator de teatro Gordo Neto, que hoje desenvolve as atividades do seu grupo Vilavox na Casa Preta, defendeu – como uma ação prática específica para contribuir com a manutenção dos teatros e dos artistas deste segmento na Bahia - que os editais de fomento do Fundo de Cultura na linha Editais Setoriais não vedem o acesso a recursos para grupos teatrais residentes em espaços já contemplados por editais da linha Ações Continuadas de Instituições Culturais.

Além de Meirelles e Teixeira compuseram também a mesa da audiência, que foi proposta pelos mandatos dos deputados estaduais Marcelino Gallo (PT) e Neusa Cadore (PT), a diretora da Fundação Cultural do Estado (FUNCEB), Renata Dias, representando a Secretaria de Cultura da Bahia; o vereador e presidente da Comissão de Cultura de Salvador, Silvio Humberto (PSB); o diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia, Flávio Gonçalves; a coordenadora do Vila Velha, Bianca Araújo; e o assessor legislativo, Tony Teofoli, representando a deputada Neusa Cadore que não pôde comparecer em virtude de urgências pessoais; 

Ainda que construído sobre terreno público cedido pelo Estado em 1964, na área conhecida como Passeio Público no centro de Salvador, a posse do Vila Velha é da Sociedade do Teatro dos Novos que o fundou e construiu, já sua gestão é independente e decidida por todos aqueles que o integram e lhe dão vida.

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