Conselho Estadual de Cultura

16/11/2018 09:00

Conselheiro desenvolve no interior da Bahia projeto de estímulo à leitura

Preocupado com o que avalia como desinteresse das pessoas pela leitura e os livros, o conselheiro estadual de Cultura, compositor e poeta, Carlos Silva, resolveu deixar os braços cruzados de lado e colocar o bloco dos livros na rua.
 
Radicado no município de Cipó que fica a pouco mais de 250 km de Salvador, Silva passou a recolher livros novos e usados entre conhecidos e apoiadores para distribuí-los gratuitamente em eventos nas praças, escolas e faculdades. E não apenas de Cipó como também de cidades vizinhas por onde transita e agora é até mesmo convidado a levar e apresentar sua iniciativa.  

O projeto, batizado de “Leve Livros”, vem oferecendo desde maio deste ano a possibilidade de expansão do universo literário para a população dos municípios de Cipó, Ribeira do Amparo, Ribeira do Pombal, Tucano, Euclides da Cunha, entre outros. 

Para Marilda Dantas de Faria, comerciante de Cipó e colaboradora do projeto, a iniciativa de Silva tem o mérito de buscar as pessoas. “É um projeto importante com o qual fico contente em colaborar. É importante levar a cultura para as ruas, para onde as pessoas estão. O celular virou uma febre, mas é preciso que as pessoas também se dediquem aos livros, por isso abraço esta ideia”, disse Marilda. 

Para Silva, o fato de os livros serem doados gratuitamente também é fundamental. “O fato dos livros serem gratuitos é, sem dúvida, um grande estímulo para ajudar a desenvolver um hábito importante que às vezes não se tem por completa falta de acesso. Até porque nem todos podem reservar uma parte de seu orçamento para adquirir livros. 

Segundo Silva, o projeto nasceu após perceber a necessidade da literatura na vida das pessoas que moram nas cidades do interior em que transita, principalmente entre crianças e jovens em formação. Silva monta banca na rua, expõe os livros, e aproveita também para conversar, declamar poemas ou mesmo cantar. “Já recebi algumas doações, mas os livros têm saída rápida, por isso é necessário estar sempre se abastecendo de livros para dar continuidade ao projeto. Num dado fim de semana foram cerca de 180 livros distribuídos. Além disso, agora venho procurando apoio para conseguir um equipamento de áudio que possa amplificar as intervenções que já faço” disse Silva. 

Os livros ofertados são recolhidos pelo próprio conselheiro através de doações de interessados, comerciantes, e alguns apoios institucionais como da Fundação Pedro Calmon, da Faculdade Euclides da Cunha e do Centro de Estudos e Ação Social. Para colaborar com o projeto, os interessados podem também deixar livros na sede do Conselho Estadual de Cultura que são encaminhados posteriormente ao conselheiro.
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