Conselho Estadual de Cultura

20/11/2018 14:50

Câmara aprova parecer por Cheganças, Marujadas e Embaixadas como bem imaterial

Em reunião na tarde desta segunda, 19, a Câmara de Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural do Conselho Estadual de Cultura aprovou por unanimidade o parecer da conselheira Suely Melo conferindo o reconhecimento, como bem cultural imaterial da Bahia, às “Cheganças, Marujadas e Embaixadas”.

As Cheganças, Marujadas e Embaixadas são apresentações lúdicas caracterizadas por encenações dramáticas de cunho popular e marcadas por elementos religiosos. Por meio de representações dramáticas, com recursos de falas, cantos e danças, os grupos retratam o universo das navegações coloniais, lutas, vida dos marujos, entre outros temas. 

De origem portuguesa, as festas sofreram modificações no Brasil onde são realizadas com características próprias em diferentes regiões do país. O conhecimento sobre as manifestações está marcado fortemente pela oralidade em seu processo de transmissão. O parecer deve agora ser apreciado pelo conjunto dos conselheiros na reunião plenária desta quinta-feira, 22, e se aprovado permitirá que Cheganças, Marujadas e Embaixadas sejam inscritas no Livro de Registro Especial das Expressões Lúdicas e Artísticas do Estado.  

Além da aprovação do parecer e debates e definições sobre condução das atividades na instância do Conselho, o novo presidente da Câmara, Zulu Araújo, destacou que os conselheiros membros (ele próprio, Suely Melo, Luciano Rocha, Mateus Torres e Nide Nobre) devem construir um documento alusivo ao dia da Consciência Negra a ser apresentado também na reunião plenária do dia 22. 

“Será um texto destacando a força da cultura negra dando destaque para dois patrimônios imateriais da humanidade a partir de registros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO / ONU): o samba de roda do recôncavo e a capoeira; e um patrimônio imaterial reconhecido nacionalmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN): o ofício das baianas do acarajé”, disse Araújo.
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