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Conselho Estadual de Cultura

09/11/2019 22:10

Conselheiros de Cultura participam de ato histórico em Salvador

No período da manhã os conselheiros estaduais de cultura se reuniram no Instituto Histórico e Geográfico da Bahia para realizar sessão plenária, reuniões que tem como um dos objetivos dar continuidade nas discussões políticas culturais do estado. Entre as deliberações foi aprovada a Moção de Aplauso pelos 50 anos do Museu Carlos Costa Pinto, já através da Câmara Técnica de Patrimônio, Histórico, Artístico, Arqueológico e Natural, foi também aprovada uma Moção de Apoio para a cidade de Oyó - Nigéria, para que seja reconhecida como Patrimônio da Humanidade.

A plenária também contou com a presença de Jocimar Gonçalves, professor, sociólogo e presidente do Conselho Estadual de Política Cultural de Pernambuco, que se apresentou aos membros do CEC, destacando a necessidade da reformulação e proposta para que ocorra o Fórum de Cultura do Nordeste. Na ocasião Jocimar também destacou características culturais e os trâmites de funcionamento do conselho em seu estado.

Já no período da tarde em continuidade a plenária do dia, os conselheiros participaram de um ato público na Praça da Piedade, rememorando a Revolta dos Búzios, em seguida participaram da caminhada: "Retorno dos Mártires" com destino a Câmara Municipal de Salvador. Ao final do trajeto os conselheiros estiveram presentes no auditório Cosme de Farias, onde participaram da Sessão Especial em homenagem aos mártires Lucas Dantas, João de Deus, Luiz Gonzaga e Manuel Faustino.

A presidente do Conselho, Pan Batista esteve compondo a mesa de homenagens e fez um discurso emocionado, agradecendo aos heróis pelo simbólico retorno, destacando que a Revolta dos Búzios é vivenciada no dia a dia das comunidades quilombolas, sobretudo também na vida de mães negras que cumprem a difícil missão de enterrar seus filhos, diante o genocídio da juventude negra. "Não tem como não ter reparação neste país, não tem como ter valorização do povo preto e da mulher preta na Bahia, se não tiver pessoas como eu, negra, quilombola ocupando estes espaços e me inspiro nos heróis de búzios para isso". Declara Pan Batista.

Antônio Olavo um dos idealizadores da caminhada, é cineasta e autor do filme "1798 - Revolta dos Búzios" entre outras produções que retratam a história da Bahia. Olavo fez um agradecimento para todos os envolvidos na organização da caminhada, em especial a Raimundo Bujão que incentivou Olavo a criar a caminhada: "Nós conseguimos, nós hoje fizemos história e é assim que devemos ser, recuperar tudo que já vivemos, todos que participaram vieram por amor, pela história". Concluiu Olavo.

Revolta dos Búzios - No dia 8 de novembro de 1799, quatro homens jovens e negros tiveram suas vidas interrompidas. Os mártires Lucas Dantas, João de Deus, Luiz Gonzaga e Manuel Faustino estavam encarcerados na prisão (atual câmara municipal de Salvador) e foram conduzidos pelas ruas, sob o badalar dos sinos das igrejas até Praça da Piedade, onde foram torturados, decapitados e tiveram suas cabeças e corpos expostos pelas principais vias de Salvador  - Na história também se registra a honrosa batalha de mulheres que fizeram parte da revolta, entre elas: Francisca, Lucrécia Maria, Ana Romana Lopes, Domingas Maria do Nascimento e Vivência Maria.

220 anos depois - O ato realizado nesta mesma data 8 de novembro de 2019, fez o caminho contrário, saindo da Praça da Piedade até a Praça Municipal sob o toque de todos os sinos das igrejas do Centro de Salvador e do Centro Histórico. A simbólica volta dos mártires reuniu percussionistas dos blocos afro, políticos, estudantes e professores, movimentos sociais, movimento negro, religiosos, conselhos e artistas.

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